define('DISABLE_WP_CRON', 'true'); Reabilitaçao da cobertura do Mosteiro dos Jerónimos | Planirest Construções

Reabilitação da cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

A Reabilitação da Cobertura do Mosteiro dos Jerónimos, foi uma obra executada em 2009 para o Ministério da Defesa Nacional – Marinha. Os trabalhos contemplados na empreitada foram os seguintes:

  • Remoção de todo o revestimento cerâmico (telhas)
  • Remoção de toda a estrutura principal e secundária
  • Remoção das caleiras em mau estado
  • Montagem de uma estrutura em asnas em madeira
  • Montagem de subtelha e ripa de PVC
  • Execução de novas telhas em cobre
  • Revestimento final em telha cerâmica de romana com capa circular
Reabilitaçao da cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

 Situação existente

Em 2007, numa altura de forte intempérie, ruiu parte da estrutura da Cobertura da ala sul do Mosteiro dos Jerónimos, tendo-se, na altura, procedido a uma reparação pontual e provisória, com o objectivo de suster a progressão da anomalia e preservar o espaço interior de infiltrações.

Nestas condições, por se tratar de um sistema construtivo aplicado à cerca de 40 anos, intrusivo, e que além de incompatível com as restantes técnicas construtivas utilizadas no edifício, não era capaz de responder satisfatoriamente às exigências de segurança e de durabilidade que se lhe colocam, sendo substituído por uma estrutura mais adequada, sob todos os pontos de vista (física, mecânica e historicamente) com o imóvel.

A laje da cobertura forma 22 sectores, divididos pelas asnas que a suportam com as seguintes características:

  • Asnas em tijolo com nervuras para a colocação dos varões das armaduras, afastadas cerca de 3,75m com vão de 10.20, sendo os nós de ligação são em betão armado
  • A laje de cobertura é constituída por fiadas de vigas pré-moldadas “in situ” de tijolo armado armados com 2ø3mm ou com 1ø8mm em cada uma (das duas nervuras) do tijolo 34x29x5cm.
  • São complementadas com uma camada de 2cm de betão que faz igualmente a regularização da superfície para a aplicação do revestimento da cobertura. A ligação topo a topo entre as fiadas de tijolo armado é quase inexistente.
  • O revestimento da cobertura é constituído por telha cerâmica, assente em ripas de argamassa.

 

Situação existente
Asnas em tijolo na cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

Patologias

Esta solução estrutural tinha a vantagem de ser extremamente leve e destinou-se a substituir a antiga estrutura em madeira, não originando um grande aumento de cargas nas paredes exteriores. Apresentava as seguintes patologias:

  • Eram visíveis na laje de esteira vestígios de infiltrações principalmente junto à cumeeira.
  • Estas infiltrações afectaram os varões do tijolo armado provocando a sua oxidação.
  • Eram inúmeros os casos de fractura do tijolo por expansão das armaduras, provocada pela sua oxidação.
  • Nos casos mais graves (armadura constituída por 2ø3mm) dá-se a rotura do aço e a consequente tracção do tijolo.
  • Como não existia nenhuma armadura de distribuição, ou seja, perpendicular aos varões das nervuras do tijolo, a rotura será iminente.
  • Suponha-se que a inclinação da laje serve de suporte à fiada em ruína, funcionando um pouco como armadura de distribuição. o que se veio a confirmar
  • A queda da laje de cobertura foi consequência da rotura de várias fiadas consecutivas, faltando a distribuição dos esforços das zonas críticas para as zonas adjacentes.

Solução construtiva

Por se tratar de um edifício de elevada nobreza integrado num conjunto antigo e de elevado valor histórico e cultural (Património da Humanidade), optou-se por um material também nobre, com grandes afinidades com o que se utilizava na época da construção do edifício mais antigo, a madeira.

Assim quer a estrutura principal (asnas e madres), quer as estruturas secundárias serão construídas em madeira de pinho de riga, desinfectado e tratado contra o ataque dos xilófagos mais comuns – insectos e fungos.

A estrutura de cobertura a executar será composta por um sistema de asnatura na direcção de menor vão. No total, serão necessárias instalar 22 asnas (1 por cada contraforte, mais uma por cada intervalo de contrafortes e uma junto à empena Sul) afastadas de 3,70 m, distância que corresponde a metade do afastamento dos contrafortes do edifício.

Por se tratar de um vão com mais de 9,0 m optou-se por asnas do tipo composto:

Para melhorar o comportamento ao fogo da estrutura, nomeadamente, a sua reacção e resistência ao fogo, todas as peças metálicas serão objecto de uma pintura do tipo “fogo stop”, intumescente, enquanto as peças de madeira deverão ser envernizadas com um verniz de características idênticas.

Asnas composta na cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

 Situação inicial

Aspecto geral da cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

Aspecto geral da cobertura

Caleiras existentes no Mosteiro dos Jerónimos

Zona da caleira

Aspecto da telha existente no Mosteiro dos Jerónimos

Aspecto da telha existente

Asnas de tijolo no Mosteiro dos Jerónimos

Asnas de tijolo armado

Pormentos da asna em tijolo no Mosteiro dos Jerónimos

Pormentos da asna em tijolo

Entrega da asna de tijolo armado no Mosteiro dos Jerónimos

Entrega da asna de tijolo armado

Lageta em tijolo armado de suporte da telha no Mosteiro dos Jerónimos

Lageta em tijolo armado de suporte da telha

Lageta em tijolo danificada no Mosteiro dos Jerónimos

Lageta em tijolo danificada

Zona danificada na cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

Zona danificada na cobertura

Aspecto da tecto na zona da cobertura a intervir

Aspecto da tecto na zona da cobertura a intervir


Cobertura provisória

Aspecto geral da cobertura provisória do Mosterio dos Jerónimos

Aspecto geral

Torre e plataforma de acesso na cobertura provisória do Mosterio dos Jerónimos

Torre e plataforma de acesso

Cobertura provisória no Mosterio dos Jerónimos

Aspecto interio

Treliças da cobertura provisória no Mosterio dos Jerónimos

Treliças da cobertura provisória

Pormenor das treliças da cobertura provisória no Mosterio dos Jerónimos

Pormenor das treliças

Asnas em madeira

Inicio da montagem das asnas na cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

Inicio da montagem

Montagem das asnas na cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

Montagem das asnas

Asnas montadas na cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

Asnas prontas

Pormenor das asnas da cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

Pormenor das asnas

Apoio das linhas das asnas da cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

Apoio das linhas

Pé de galinha dobrado nas asnas da cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

Pé de galinha dobrado

Pé de galinha simples nas asnas da cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

Pé de galinha simples

T inferior nas asnas da cobertura do Mosteiro dos JerónimosT inferior nas asnas da cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

T inferior

T superior nas asnas da cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

T superior

Tirantes nas asnas da cobertura do Mosteiro dos Jerónimos

Tirantes nas asnas


Caleiras em Cobre

As caleiras existentes no edifício eram em grés cerâmico e desconhecendo-se o seu estado, optou-se por não as demolir, deixando-as como base para as novas caleiras em cobre soldado.

Antes da colocação da caleira de cobre, foi colocada uma tela pitonada, de forma a evitar fenômenos de condensação ao permitir o arejamento da face inferior da caleira

A pestana do lado exterior foi inserida num pequeno rasgo na pedra, de forma a que a água escorra para dentro da caleira, enquanto a pestana do lado interior, foi colocada sob a subtelha recebendo desta forma a água da cobertura.

É sempre recomendável que de 6 em 6 meses, seja feita uma inspecção às caleiras, ralos e gárgulas por forma a evitar a acumulação de lixos e dejetos de aves, precavendo assim a acumulação de águas pluviais e deterioração do cobre nas caleiras.

Preparação do algeiroz em cobre na cobertura do Mosterio dos Jerónimos

Preparação do algeiroz

Algeiroz em cobre montado na cobertura do Mosterio dos Jerónimos

Algeiroz em cobre

Guieiro em cobre na cobertura do Mosterio dos Jerónimos

Guieiro em cobre

Montagem do guieiro em cobre na cobertura do Mosterio dos Jerónimos

Montagem do guieiro

União dos guieiros em cobre na cobertura do Mosterio dos Jerónimos

União dos guieiros

Junta de dilatação em cobre na cobertura do Mosterio dos Jerónimos

Junta de dilatação

Junta de dilatação em cobre montada na cobertura do Mosterio dos Jerónimos

Junta de dilatação montada

Presilha no algeiroz na cobertura do Mosterio dos Jerónimos

Presilha de fixação

Preparação para a soldadura do algeiroz na cobertura do Mosterio dos Jerónimos

Preparação para a soldadura

Soldadura do algeiroz na cobertura do Mosterio dos Jerónimos

Soldadura do algeiroz


Sub telhas e telhas

A sub-telha utilizada foi a “ST50” da Onduline. Como acessórios, destaca a aplicação de ventiladores dispostos em forma de “W”  e de um “pente” de ventilação e proteção de entrada de aves ou animais no beirado

No revestimento da cobertura, foram utilizados dois tipos de telha, na bica, foi utilizada telha romana e na capa telha de canudo na cor vermelho envelhecido.

Como método de fixação das telhas, foi primordialmente utilizado o recurso a aparafusamento quer de telhas de bica quer de telhas de capa. Junto ao beirado foram fixadas com parafusos, as três primeiras fiadas de telha. Desta forma,  torna-se o beirado completamente solidário, sendo as restantes telhas até à cumeeira fixas através de grampo em aço Inox. De cinco em cinco telhas e formando uma diagonal, foram aparafusadas as telhas de bica.

Nas telhas de capa e seguindo o mesmo critério, foi usado um ponto de fixação com recurso a mastique de poliuretano.

Os telhões de cumeeira foram fixos com recurso a parafusos enquanto os tamancos foram executados em obra devido à dificuldade de “encaixe” dos tamancos comerciais, pois este método misto (telha Romana e telha de canudo) forma uma área entre a telha de remate e a cumeeira muito considerável potencializando uma entrada de água nesta zona.

Como manutenção destes elementos, aconselha-se uma inspecção visual periódica a todas as telhas, para que se possa em tempo útil detectar alguma telha partida/deslocada na cobertura, precavendo assim alguma possível entrada de água por este revestimento.

De salientar que, por não se ter usado argamassas como método de fixação de telhas e telhões de cumeeira, esta cobertura é totalmente ventilada, pelo beirado, pelos ventiladores e pela cumeeira ventilada. Esta particularidade permite o “arejamento” de todos os elementos utilizados, bem como, torna a sua longevidade mais eficaz.